1. A personalidade, definição e teorias
A palavra PERSONA, de origem grega, significa máscara, ou seja, caracteriza a maneira pela qual o indivíduo se apresenta no palco da vida. Todos nós desempenhámos e desempenhamos vários papéis sociais, cada um a seu tempo. Papel de criança, de adolescente, de apaixonado, de profissional, de traído, de cúmplice, de mãe ou pai, de filho, enfim, estamos sempre a desempenhar algum papel social. Portanto, diante do palco existencial, cada um de nós ostenta a sua PERSONA. Mas há porém, uma respeitável distância entre o papel de cada um de nós e aquilo que nós realmente somos, ou entre aquilo que nós pensamos ou que pensam que somos e aquilo que somos de facto.
A temática sobre a personalidade foi desde sempre motivo de acesas discussões e controvérsias e de um sem número de teorias. Desde a medicina geral, passando pela Psicologia, Sociologia, Filosofia, e pela Antropologia, todas elas têm uma palavra a dizer e até mesmo em cada uma destas ciências existem perspectivas muito variadas. A minha ideia não é apresentar todas elas, mas dar-vos de uma forma sintética uma noção das mais importantes a fim de podermos com alguma sensatez chegar a um conceito de PERSONALIDADE.
Para nos enquadramos, talvez fosse necessário fazer uma breve referência a algumas teorias pela sua importância enquanto modelos explicativos da construção da personalidade. Falemos então das teorias biológicas.
Será que a personalidade obedece a factores hereditários? Ora, os investigadores nesta área, defendem que um determinado padrão genético estabelecido no momento da concepção determina as características da personalidade que a pessoa irá desenvolver.
Para eles a genética, não está limitada exclusivamente à cor dos olhos, do cabelo, da pele, à estatura, ao funcionamento dos sistemas nervoso e endócrino, aos distúrbios metabólicos e por vezes às malformações físicas, mas também determinaria as peculiares formas do indivíduo relacionar-se com o mundo: o seu temperamento, os seus traços afectivos, etc.
Já os teóricos do meio, dão sobretudo ênfase, às características exteriores ao próprio sujeito. Consideram importante e determinante na construção da personalidade, não só, o papel da família, dos grupos sociais e da cultura a que se pertence, mas também atribuem especial relevância aos factores geográficos, climáticos e a todas as questões relacionadas com o papel do meio envolvente e da aprendizagem social, não atribuindo importância ao mundo interno, à pessoa na sua especificidade.
Neste campo, os psicólogos também têm algo a dizer: uns consideram que a construção da personalidade depende sobretudo da qualidade das relações precoces e do processo de vinculação que se estabelece na relação mãe/filho, dando ênfase, à carência ou privação dos afectos como causa de perturbações ao nível psicológico.
Outros, consideram que o processo de construção da personalidade é feito por fases, com regressões e progressões ou até mesmo paragens nesse processo, dependendo das situações traumáticas que se experienciem no decorrer de cada fase, como é o caso da teoria desenvolvida por Freud.
É no entanto consensual que todas as experiências que vivenciamos são factores determinantes na construção da personalidade e o sentido que lhes atribuímos, o modo com as interiorizamos e representamos, a forma como conseguimos ou não superá-las são também reflexos de uma personalidade.
Como chegaremos então a uma definição de personalidade?

fabiana vicente pereira leal
14-06-2010 18:17
Eu Fabiana, tenho vinte anos de idade,e tenho grandes crizes de personalidade,eu nao sei quem realmente eu sou, tenho vergonha de dizer isso , mas é verdade.infelismente,por favor alguem me responda como fazer
FERNANDO BARNABÉ
Nasceu em Alvor, em 1958. Signo de Aquário com Ascendente Balança.