Psicoastro - Psicologia e Astrologia com Fernando Barnabé
 
 

Não gosto do meu corpo


Espelho meu...

“Não gosto do meu corpo, se pudesse mudava tudo, até a minha alma. Sinto-me gorda, muita gorda e não sei o que hei-de fazer, já experimentei tantas dietas. Sei tudo sobre dietas, li tudo sobre dietas, mas parece que elas não funcionam comigo. As minhas ancas são enormes e a minha cara... Quando me olho no espelho acho-me horrível, preferia morrer a ter de ficar assim. Veja como estou gorda, e as minhas ancas... Como eu gostaria de ser como aquelas modelos que vejo nos desfiles de moda. Era o meu sonho. Mas assim como estou agora, sinto-me um monstro. Por favor ajude-me”.

Quem isto dizia era uma moça magra, demasiado magra e alta, mas muito bonita, de fazer inveja a qualquer top model. Com quinze anos apenas, tinha emagrecido quase vinte e cinco quilos, num período de 6 meses, altura em que iniciara as suas dietas, no entanto, apesar do seu estado físico e psicológico ser preocupante, não tinha uma nítida noção do seu estado. O seu peso estava muito abaixo do valor normal para a sua idade e altura, mas, apesar disso, continuava com um medo intenso de ganhar peso e converter-se numa obesa. A distorção da percepção da sua imagem corporal e a incapacidade em reconhecer o seu progressivo emagrecimento eram nítidas. Há muito que se tinha isolado dos seus familiares e de colegas de estudo e os seus pensamentos giravam quase sempre em torno da sua pretensa besidade. Para além de inúmeras manifestações físicas tinha dificuldades no sono e apresentava-se muito deprimida. Os pais estavam muito preocupados, pois não conseguiam encontrar nenhuma solução para o caso, embora tivessem tentado por todos os meios que a filha se alimentasse convenientemente.

Provavelmente já terão percebido a que perturbação nos estamos a referir. Trata-se efectivamente de um caso de anorexia nervosa que infelizmente tem vindo a aumentar em todo o mundo, especialmente no continente europeu. Em geral, a sua incidência atinge a faixa etária dos 13 aos 20 anos, afligindo sobretudo o sexo feminino. Esta perturbação, quando não é detectada atempadamente pode acarretar para o sujeito consequências extremamente graves, ao nível biopsicossocial, pelo que se torna necessário estar atento aos primeiros sinais e sintomas. Chamam-lhe “a doença da moda”, mas, se assim fosse, ela concerteza teria sido já erradicada, já que a moda tem sempre um carácter efémero.

Decerto quererá saber mais pormenores sobre esta perturbação e qual foi o procedimento adoptado face a este caso. Aguardo com expectativa as suas questões.

Deixe o seu comentário
 

© 2010 PSICOASTRO - Todos os direitos reservados.
Todos os conteúdos e trabalho gráfico apresentado, estão protegidos por leis de propriedade intelectual.

FERNANDO BARNABÉ
Nasceu em Alvor, em 1958. Signo de Aquário com Ascendente Balança.

Desde a adolescência que se sentiu atraído pelo estudo do esoterismo. A Astrologia, no entanto, revelou-se, pela sua linguagem rica em simbolismo e significado...


(+351) 91 845 54 45