Tu és a brasa que ainda arde sob as cinzas
Tu és ferida que ainda sangra sob a casca
Tu és fragrância que restou de murcha flor
Tu és longínquo eco de não extinta dor
Tu és réstia de luz em agourenta noite
Tu és o livro que não terminei de ler
Tu és o topo onde não finquei minha bandeira
Tu és o vulto que jamais pude compreender
Tu és a porta que não se abriu ao meu chamado
Tu és a fonte que secou sem avisar
Tu és rascunho eternamente inacabado
Tu és canção que ainda gosto de escutar
Tu és vida latente e teu nome é esperança
Tu és caminho bifurcado ao longo do trajeto
Tu és o mais estranho de todos os afetos
Tu és - sem ser - bússola, farol, rumo, guiança!
- Fátima Irene Pinto -
Descalvado - SP
www.fatimairene.com
FERNANDO BARNABÉ
Nasceu em Alvor, em 1958. Signo de Aquário com Ascendente Balança.