Tenho medo que me faltem os abraços,
Que os dias passem iguais, sem sal, sem cor,
Tenho medo das sombras, dos meus passos,
De perder-me e perder o meu amor.
Tenho medo de mim por ser cativo
De um desejo maior que desconheço,
Tenho medo que Ele seja só castigo
E de mim não cuide se o mereço.
Ah! Se Tu me viesses consolar
Deste temor que carrego cada dia,
E a minha alma em Ti acreditar;
Que ter medo não é coisa fatal,
É sonho breve, instante de agonia,
Que acontece a quem é imortal!
Fernando Barnabé
FERNANDO BARNABÉ
Nasceu em Alvor, em 1958. Signo de Aquário com Ascendente Balança.