TERAPÊUTICAS - OS PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO
Os objectivos gerais do tratamento dos comportamentos alcoólicos são universalmente admitidos, isto é, ajudar o sujeito a iniciar e a manter a longo prazo a abstinência total de álcool, favorecer a melhoria da qualidade de vida alterada pela alcoolização abusiva em todas as áreas, saúde física e mental, estatuto familiar e profissional, inserção social.
Os seus princípios gerais, não são, em geral, postos em causa. De facto, trata-se menos de um tratamento do que de um acompanhamento, muitas vezes multidisciplinar, cujo êxito depende da adesão do sujeito, da constância da sua motivação, da confiança depositada no ou nos terapeutas, da continuidade do acompanhamento e, portanto, da qualidade da relação terapêutica e sua manutenção a longo prazo.
Para além destes princípios, nenhum tratamento padronizado do alcoolismo pode ser proposto que não seja redutor.
Poderá recorrer-se, em função da personalidade do sujeito, do momento evolutivo e do tipo de comportamento alcoólico, bem como das orientações dos terapeutas, a diversos métodos, quimioterapêuticos, psicoterapêuticos e socioterapêuticos.
Nenhum destes métodos fez prova de eficácia superior ou específica; na maior parte dos casos, é necessária a sua associação simultânea ou sucessiva.
Se, por um lado, é útil que exista uma referência permanente para o paciente (em muitos casos pode ser o médico assistente), as concepções actuais, privilegiam uma equipa ou uma rede de cuidados alcoológicos (cit. In Adés J. e Lejoyeux M., 1997) que permita a maleabilidade adaptativa de um acompanhamento que deve inscrever-se, tal como o próprio comportamento, nas malhas da rede das relações familiares, profissionais e sociais do sujeito.
CONCEPÇÕES CIENTÍFICAS E EMPÍRICAS DO TRATAMENTO DO ALCOOLISMO
A multiplicidade dos tratamentos existentes leva a descrever, ou a opor, dois tipos de concepções de acompanhamento do alcoolismo. Uma delas assenta nos progressos dos conhecimentos epidemiológicos, genéticos e neurobiológicos. Tenta definir subgrupos homogéneos de pacientes que possam beneficiar de forma específica deste ou daquele tipo de tratamento.
Tendo em conta as abordagens socioterapêuticas e psicoterapêuticas, estes métodos pretendem partir de modelos etiopatogénicos coerentes. Defendem a necessidade de estudos controlados, confirmando ou não a sua eficácia. Esta alcoologia científica, ou antes médica, tira as suas conclusões com base em estudos, sem dúvida controlados, mas que, ao mesmo tempo, incidem sobre amostragens de alcoólicos restritas e seleccionadas.
Uma outra abordagem privilegia a experiência clínica e a relação individual com o paciente. Esta abordagem fundamenta-se sobretudo em estudos naturalistas da evolução do alcoolismo que tentam aproximar-se o mais possível da prática. Assim, o tratamento do alcoolismo é definido por Collins (1993) como uma amálgama de intervenções médicas, psicológicas, psicossociais e, por vezes mesmo, espirituais no caso das associações de ex-consumidores de álcool.

ícaro
23-05-2010 23:47
valeuuuuuuuuuuuuuuuuu me ajudou muito

Isabella
14-05-2010 16:24
Me falarao sobre uma cirurgia que existe para o alcoolismo em que a pessoa fica um ano sem beber, ultimamente ando bebendo regularmente, e gostaria de saber o que è e como funciona este metodo. Obrigada

Moacir Jr
08-06-2009 06:06
Otímo, sou alcolatra e estou procurando tratamento! Esta Página foi muinto esclarecedora.
FERNANDO BARNABÉ
Nasceu em Alvor, em 1958. Signo de Aquário com Ascendente Balança.