Psicoastro - Psicologia e Astrologia com Fernando Barnabé
 
 

Evolução dos Comportamentos Alcoólicos


História Natural do Alcoolismo

Os comportamentos alcoólicos representam um grupo heterogéneo de comportamentos, cuja evolução é variável e sujeita à aleatória predisposição biológica (vulnerabilidade ao álcool), mas também aos factores sociais, familiares e aos acontecimentos da vida positivos e negativos que a influenciam grandemente.

Esta evolução, tida muitas vezes e erradamente como inevitável e sempre desfavorável, pode ser de facto temporariamente travada ou até mesmo invertida.

As abordagens terapêuticas, qualquer que seja o seu tipo, têm quase sempre um efeito positivo a médio e longo prazo. Nenhum critério prognóstico tem mais do que valor indicativo para a apreciação da evolução: esta apenas pode ser realizada a longo prazo, na medida em que, o comportamento alcoólico, mesmo estabilizado, é para toda a vida.

Convém, pois, distinguir os trabalhos de avaliação a médio prazo que apresentam, por exemplo, o prognóstico de um ou dois anos dos sujeitos abrangidos por um programa terapêutico, dos trabalhos mais globais que têm em conta a história natural do alcoolismo e traçam, deste comportamento profundamente inscrito no quotidiano psico afectivo de um sujeito, um perfil mais marcado.

As formas iniciais são variáveis. Alguns pacientes contraem a doença alcoólica através da intoxicação repetida, enquanto outros revelam um agravamento insidioso e progressivo de um consumo de álcool normal no início ou, pelo menos, socialmente integrado.

A evolução até à dependência comporta habitualmente um período intermédio, mais ou menos longo, durante o qual o paciente abusa do álcool sem estar verdadeiramente dependente.

Sabe-se hoje que as modalidades iniciais do comportamento e, nomeadamente, a precocidade do aparecimento do consumo excessivo e a rapidez com que se instala a dependência (evolução rápida em telescópio) permitem descrever formas clínicas cujo prognóstico, evolução, predisposições biológicas e patologias associadas são nitidamente diferentes (Tipos I e II de Cloninger, Tipos A e B, de Babor).

Uma vez instalada, a dependência tem uma evolução quase sempre crónica, expondo o sujeito à alternância de períodos de agravamento e de remissão mais ou menos completos. Mesmo não sendo formais os factores que permitem prever a evolução do alcoolismo, a maior parte dos estudos estabelece diferenças entre o alcoolismo no homem e na mulher (cit. In Adés J. e Lejoyeux M., 1997).

No homem, o início da doença alcoólica é muitas vezes precoce e dá-se na adolescência ou entre os 20 e os 30 anos. Postas de lado as formas particulares que se agravam rapidamente, os primeiros tempos da evolução são insidiosos e a dependência instala-se, progressivamente, entre os 30 e os 40 anos. No entanto, nem todas as alcoolizações excessivas do adulto jovem vão até à dependência.

O alcoolismo tem uma taxa de remissão espontânea muitas vezes subestimada. A prevalência do alcoolismo diminui depois nos sujeitos de 60 a 70 anos. Esta diminuição pode explicar-se em parte pela sobremortalidade dos sujeitos dependentes. Corresponde também ao desaparecimento, espontâneo ou não, da dependência com a idade.

Na mulher, a evolução do alcoolismo é ainda mais variável. Habitualmente, a doença começa mais tarde e os casos de remissão espontânea parecem ser mais raros.

O alcoolismo feminino está mais vezes associado a outra perturbação mental (depressão, ansiedade, perturbação neurótica) que, pela sua evolução própria, vem alterar o percurso da dependência. Para além disso e para consumos equivalentes, surgem nas mulheres alcoólicas complicações somáticas mais frequentes e mais severas do que as dos homens.

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FERNANDO BARNABÉ
Nasceu em Alvor, em 1958. Signo de Aquário com Ascendente Balança.

Desde a adolescência que se sentiu atraído pelo estudo do esoterismo. A Astrologia, no entanto, revelou-se, pela sua linguagem rica em simbolismo e significado...


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