O que é a sexualidade?
Podemos encontrar diversas formas de definir o conceito de sexualidade, mais ou menos abrangentes, mais ou menos semelhantes, contudo, mencionamos apenas uma que, pela sua origem, deverá ser mais consensual.
A OMS – Organização Mundial de Saúde – definiu sexualidade como uma energia que encontra a sua expressão física, psicológica e social no desejo de contacto, ternura e às vezes amor.
A sexualidade existe desde o nascimento e prolonga-se até ao fim da vida do ser humano. É caracterizada por diferentes aspectos consoante as fases de desenvolvimento em que se encontra. As manifestações sexuais da criança são diferentes das dos adolescentes e ambas diferentes das do adulto e do idoso. O desenvolvimento da sexualidade depende da pessoa, das suas características genéticas, das interacções ambientais, condições sócio-culturais e outras, conhecendo diferentes etapas fisiológicas: infância, adolescência, idade adulta e senilidade.
A nível individual, cada rapaz e rapariga vão modelando a sua própria sexualidade. Desejos, necessidades, experiências e aprendizagens são ingredientes da sua vida sexual. Por outro lado os papéis sexuais expressam-se de modo diferente nos rapazes e nas raparigas.
Segundo Sousa, (1991) educar sexualmente, é possibilitar o desenvolvimento normal da criança para que possa assumir-se como homem ou mulher, aceitando sua própria sexualidade e convivendo bem com ela. É um crescimento exterior e interior onde há respeito pela sexualidade do outro, responsabilidade pelos seus actos, direito de sentir prazer, emocionar-se, chorar, desfrutar sadiamente a vida. É ter direito a esse crescimento com confiança, graças às respostas obtidas relativamente às suas dúvidas, podendo criticar, transformar valores, participar em tudo de forma positiva, procurando sempre melhores relacionamentos humanos.
Na adolescência aparecem os caracteres sexuais secundários e tornam-se mais evidentes os comportamentos sexuais, tanto a nível biológico como a nível sócio-afectivo.
• Alterações corporais masculinas na adolescência
- Mudança na voz.
- Desenvolvimento corporal por aumento da massa muscular.
- Aumento do tamanho do pénis e dos testículos.
- Poluções nocturnas.
- Aparecimento do acne.
- Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc.
- Maior secreção da hormona testosterona
• Alterações corporais femininas na adolescência
- Alargamento das ancas. Maior acumulação de gordura no tecido adiposo.
- Desenvolvimento dos seios e das ancas.
- Menstruação mensal.
- Aparecimento do acne.
- Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc.
- Maior produção da hormona estrogénio e progesterona.
• Como se vivenciam as alterações corporais?
O termo adolescência é originário do latim: adolescere - que quer, dizer tornar-se ou vir a ser. Assim, é um período de transformações, que acontece sempre com conflitos, sejam medos, inseguranças, confusões, angústias.
A adolescência é um período de mudanças orgânicas e psicológicas. É um momento de descobertas, dentro e fora de si próprio. Descoberta do "quem sou eu?", a identidade em relação a si mesmo e ao outro. Descoberta da sexualidade.
Neste período dá-se um aumento do interesse sexual devido a vários factores, como as mudanças corporais, o aperceber-se das mesmas, o aumento dos níveis de hormonas sexuais, a crescente ênfase cultural em relação ao sexo e à diferença entres os papeis feminino e masculino.
Rapazes e raparigas possuem em comum o desenvolvimento gradual e ordenado da sua sexualidade, isto é, ao longo dos vários estádios de desenvolvimento na adolescência dá-se uma maturação gradual, tanto a nível físico como psicológico.
As alterações corporais são vivenciadas de forma diferente, de jovem para jovem. Encarar as mudanças do próprio corpo envolve sentimentos diferentes para os rapazes e raparigas. Podem aparecer sentimentos de vergonha, timidez, pudor e até ansiedade, nomeadamente em casa, junto dos pais e dos irmãos, e na escola, junto dos colegas e das colegas.
O pré-adolescente não consegue manter-se alheio às suas indagações. Quer entender o que ocorre no seu organismo, as mudanças no seu corpo, o significado e a importância emocional dos primeiros namoros e outras descobertas relacionadas com o sexo. Neste processo surgem dúvidas e acreditamos que estas devem ser respondidas para libertá-los da angústia, orientando-os de forma positiva e responsável.
Por outro lado as hormonas que são responsáveis por estas modificações, produzem um acentuado aumento do desejo sexual e das sensações eróticas. É a partir desta fase que se vai desenvolver a resposta sexual adulta.
Outro comportamento importante em alguns dos rapazes e raparigas pré-adolescentes é a masturbação que funciona como uma descoberta do corpo e de novas sensações. Pode ser vivida com um misto de prazer e de curiosidade, mas também com muitas dúvidas ou culpabilidades, dados os comentários negativos ou o silêncio dos adultos sobre este assunto.
Sob um ponto de vista restrito, a masturbação é a estimulação dos próprios genitais usando as mãos e dedos ou com o auxílio de objectos. De maneira mais ampla, a masturbação pode ser definida como a estimulação dos órgãos genitais, ânus, mamilos e outras partes do corpo, uti1izando-se as mãos e objectos, podendo ser realizada pela própria pessoa ou pelo(a) seu(sua) parceiro(a). A maioria das pessoas masturba-se durante, praticamente, toda a vida. São muitos os relatos de crianças que se masturbam com menos de três anos de idade.
Os dados referentes à masturbação são variáveis, porém consistentes. Podemos dizer que na idade adulta a maioria das mulheres e a quase totalidade dos homens masturbam-se.
A prática da masturbação é mais intensa na infância/adolescência e na idade avançada, períodos da vida nos quais a pessoa pode não ter parceiro(a) sexual, mas a maioria das pessoas masturba-se mesmo quando envolvidas em relacionamentos estáveis.
Nos rapazes existe um grande aumento da frequência do comportamento de masturbação entre 13 e os 15 anos de idade, nas raparigas este aumento parece ser muito mais gradual.
Ao longo da adolescência e idade adulta parecem existir algumas diferenças no comportamento sexual entre homens e mulheres, o comportamento masturbatório nos rapazes é mais frequente (ocorre um maior número de vezes) do que nas raparigas, por outro lado a frequência diminui nos rapazes quando estes mantêm relações sexuais enquanto nas raparigas tende a aumentar.
A masturbação não causa qualquer mal físico ou mental. Ao contrário, masturbar-se é uma forma saudável de alívio da tensão sexual e de entendimento da própria sexualidade, além de ser uma prática de sexo seguro. Algumas pessoas satisfazem–se masturbando-se uma vez por semana, outras diariamente. Se a frequência de masturbação chega a causar perturbação na actividade diária ou lesões nos órgãos genitais, a pessoa deve procurar ajuda especializada.
As atitudes em relação à masturbação têm mudado radicalmente neste passado século, tendo aumentado muito a informação sobre a mesma e tendo-se desmistificado muitas crenças. Embora exista um reconhecimento explícito da importância da masturbação (sendo até uma recomendação em terapia sexual), as pessoas continuam a manter sentimentos contraditórios sobre a mesma, como sentir culpabilidade, vergonha ou ainda colocar-se numa atitude defensiva.

carlos andre martins de moraes
23-02-2010 13:43
eu me masturbo quase todo os dias e nao acho mal nenho nisso ja tenho 24anos e adoro me masturba isso de que masturbaçaoe ruim bobagem

Emanuella
02-02-2010 21:24
Tenho 18 anos e coloquei um diu hoje dia 02/02/10 e estou bastante tranquila com essas informações.

Jaqueline
11-12-2009 19:02
ola teho uma duvida
Tive relaçao 3 dias apos o termino da minha mentruação gostaria de saber qual e a probabilidade de ficar gravida.obrigado

Janaína Novarino
06-10-2009 20:32
Tenho uma dúvida sobre a contra-indicação relativa do DIU, pois tenho prolapso da válvula mitral e uso DIU T380A. Existe risco para minha saúde?

simone jesus
17-09-2009 18:36
Ola fernando Barnabe! Como esta?
Eu ja acompanho seus artigos ha algum tempo, acho todos magnificos e de um conhecimento admiravel.Quero saber qual bibliografia vc usou para falar sobre a sexualidade nos jovens, pois tenho interesse em me aprofundar, e acho vc a pessoa mais indicada para mim nesse momento.
Sou psicologa me formei vai fazer 01 ano.
Agradeço sua atenção,
Simone Jesus.
Forte Abraço.

Fernando Barnabé
01-06-2009 15:51
Em relação às questões que me coloca posso dizer-lhe que os estudos mais recentes mostram que a pílula do dia seguinte age através da inibição ou atraso da ovulação e não tem nenhum efeito sobre a implantação do óvulo fecundado (após ter encontrado o espermatozóide) dentro do útero. De acordo com a definição da Organização Mundial da Saúde, a gravidez só se inicia com a implantação do óvulo fecundado dentro do organismo da mãe. Como a pílula do dia seguinte não interfere com a implantação, não pode ser considerada abortiva. Assim, qualquer mulher (adolescente) pode correr o risco de engravidar, embora haja uma percentagem à volto dos 90% de prevenir a gravidez, tomando a pílula 24h após a relação sexual; quanto mais tempo passar, tanto maior é a probabilidade de engravidar.
Espero tê-lo esclarecido.
Um abraço

heitor andrade
01-06-2009 12:43
gostaria de saber:
quanto tempo leva após a relação sexual para a fecundação
A pilula do dia seguinte é abortiva, ouseja, após a fecundação?
grato
FERNANDO BARNABÉ
Nasceu em Alvor, em 1958. Signo de Aquário com Ascendente Balança.