Psicoastro - Psicologia e Astrologia com Fernando Barnabé
 

Efeito das drogas sobre a resposta sexual


Ao longo da história as pessoas têm procurado diversos produtos para incrementar o desejo e o impulso sexual. Apesar da existência de alguns capazes de produzir alterações específicas na resposta sexual, a maioria produzem um efeito geral sobre o organismo, e, como consequência, na resposta sexual, ou por outro lado, não têm um resultado maior do que aquele que a própria pessoa queira atribuir-lhe.

O conhecimento do efeito que produzem as drogas sobre a sexualidade é escasso, já que não é fácil distinguir entre os efeitos das substâncias em si e os efeitos de toda a parafernália, expectativas e atribuições que as acompanham. Na resposta sexual existem muitos aspectos implicados e não devemos separar os físicos dos restantes.

Este artigo tem como objectivo, descrever de uma forma sucinta, os efeitos de diferentes drogas, classificadas em dois grupos: substâncias redutoras da actividade ou da excitação e as estimulantes ou activadoras, que correspondem às substâncias depressoras e estimulantes do sistema nervoso central.


● DROGAS REDUTORAS DA ACTIVAÇÃO OU EXCITAÇÃO SEXUAL

ÁLCOOL

Já o referia Shakespeare “provoca o desejo mas frustra a ejaculação”. O álcool, longe de ser um estimulante ou excitante sexual, é um potente depressor do sistema nervoso produzindo efeitos negativos sobre as respostas fisiológicas da excitação sexual, tanto nos homens como nas mulheres. O facto de muitas pessoas pensarem o contrário é devido ao efeito desinibidor que o álcool produz ao diminuir o funcionamento dos níveis cognitivos superiores.

Quando o “mecanismo de controlo” se relaxa, aumenta a autonomia dos níveis cerebrais inferiores implicados na resposta emocional; as emoções amplificam-se e a pessoa pode perder o controlo sobre algumas delas. Também pode desinibir comportamentos que tenha aprendido a controlar em situações sociais, alterar comportamentos convencionais ou levar a cabo de forma mais activa aproximações de cariz sexual.

Esta diminuição do controlo pode também repercutir-se no comportamento preventivo, reduzindo a capacidade de antecipação da situação, da previsão da necessidade de aquisição de um preservativo, por exemplo, ou da negociação do seu uso no caso de o ter à disposição.

Apesar do álcool poder ser um activador psicológico e grande facilitador do impulso sexual, é também um inibidor físico que dificulta, ou inclusivamente suprime, a resposta de erecção do homem e a lubrificação e a resposta orgásmica na mulher. Para além disso, o seu uso continuado pode produzir alterações irreversíveis.

Outro problema adicional a considerar é que o efeito inibidor não é apenas atribuível ao álcool e quando após a sua ingestão se produz um problema no funcionamento sexual, por exemplo, dificuldade para manter a erecção, a situação pode ser vivida como um fracasso, provocando sentimentos de ansiedade associados ao encontro sexual.

Em ocasiões posteriores, esta ansiedade dificultará novamente a resposta sexual e é possível que se recorra ao álcool como um meio para encontrar tranquilidade, podendo estabelecer-se um círculo vicioso que leve a uma disfunção mais gravosa.

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FERNANDO BARNABÉ
Nasceu em Alvor, em 1958. Signo de Aquário com Ascendente Balança.

Desde a adolescência que se sentiu atraído pelo estudo do esoterismo. A Astrologia, no entanto, revelou-se, pela sua linguagem rica em simbolismo e significado...


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