Psicoastro - Psicologia e Astrologia com Fernando Barnabé
 

A homossexualidade e os seus mitos


As dificuldades quando falamos sobre sexualidade não só provocam um grande vazio de informação objectiva acerca do tema, como favorecem o surgimento de crenças erradas que se instalam no pensamento de algumas pessoas, interferindo na forma como desfrutam as suas práticas sexuais e por consequência na sua saúde sexual. Isto quer dizer, que a ausência de informação objectiva, é suplantada pela pseudo informação e pelos mitos. E é muitas vezes, com base nos mitos, que as pessoas se vão conformando com a ideia de como é ou deve ser a sexualidade.

Existem mitos que descrevem a sexualidade do homem, (o homem está sempre disposto e deseja levar a cabo interacções sexuais; todo o homem tem de saber como dar prazer a uma mulher, inclusivamente, desde a sua primeira relação, etc.) e mitos sobre a sexualidade da mulher (é imoral que qualquer mulher que tenha a iniciativa nas relações sexuais; quando a mulher está menstruada não deve ter relações sexuais, etc) e mitos acerca da relação (sexo, ou relações sexuais querem dizer coito, tudo o resto são comportamentos substitutivos; numa relação sexual cada um conhece instintivamente o que o seu par pensa ou quer, etc).

Estes mitos e muitos outros têm estado e estão presentes na sexualidade ocidental e devem ser tarefa dos programas de educação para a saúde sexual tratar de os desmontar.

Um dos mitos mais arreigados na sociedade ocidental é que o sexo ou as relações sexuais são sinónimo de coito. Muitas pessoas ainda pensam que as actividades que não pressupõem o coito e que podem incluir o orgasmo, estão associadas aos comportamentos sexuais de carácter juvenil.

Cabe-nos reflectir acerca da importância que a virgindade tem tido na nossa cultura, sobretudo a das mulheres e como esta ainda rege a lei eclesiástica da nulidade matrimonial com base nela. No entanto, existem outros modelos ou formas de sexualidade que não se focalizam no coito.

a) Para muitas pessoas, homens e mulheres, os comportamentos sexuais alternativos ao coito são os que maior prazer proporcionam.

b) Muitas mulheres consideram as carícias não como uma actividade preliminar, mas como uma actividade importante e determinante. A estimulação táctil e não o coito, é para algumas delas o único procedimento para conseguir o orgasmo.

c) A relação homossexual feminina é uma relação, em geral, sem presença de penetração.

d) Nas relações homossexuais masculinas, a estimulação buco genital e manual dos parceiros são comportamentos mais frequentes que o coito anal.


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FERNANDO BARNABÉ
Nasceu em Alvor, em 1958. Signo de Aquário com Ascendente Balança.

Desde a adolescência que se sentiu atraído pelo estudo do esoterismo. A Astrologia, no entanto, revelou-se, pela sua linguagem rica em simbolismo e significado...


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