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A Esquizofrenia


As características essenciais da Esquizofrenia são um conjunto de sinais e sintomas (tanto positivos como negativos) que estiveram presentes durante um período de um mês, ou num período mais curto no caso de tratamento bem sucedido, com alguns sinais da perturbação persistindo durante pelo menos seis meses (Critério A e C). Estes sinais e sintomas estão associados a uma marcada disfunção social ou ocupacional (Critério B). A alteração não é devida a Perturbação Esquizoafectiva ou a uma perturbação de humor com características Psicóticas e não é devida a efeitos fisiológicos directos de uma substância ou estado físico geral (Critérios D e E).

Nas pessoas com um diagnóstico prévio de Perturbação Autística, ou outra Perturbação Global do Desenvolvimento, o diagnóstico adicional de Esquizofrenia está apenas garantido se as ideias delirantes dominantes ou alucinações estiverem presentes pelo menos durante um mês (Critério F). Os sintomas característicos da Esquizofrenia envolvem um conjunto de disfunções cognitivas e emocionais que incluem, percepção, pensamento indutivo, linguagem e comunicação, comportamento, afecto, fluência e produção de pensamento e discurso, capacidade hedónica, vontade e atenção.

Nenhum sintoma isolado é patognomónico de Esquizofrenia; o diagnóstico envolve o reconhecimento de uma constelação de sinais e sintomas associados à incapacidade ocupacional ou funcionamento social.

Os sintomas característicos (Critério A) podem ser conceptualizados em duas amplas categorias – positivos e negativos. Os sintomas positivos parecem reflectir um excesso ou distorção de funções normais, enquanto os sintomas negativos parecem reflectir uma diminuição ou perda das mesmas. Os primeiros, incluem distorções ou exageros do pensamento indutivo (ideias delirantes), percepção (alucinações), linguagem e comunicação (discurso desorganizado) e comportamento marcadamente desorganizado ou catatónico. Estes sintomas positivos podem compreender duas dimensões distintas, eventualmente relacionadas com diferentes mecanisnos neuronais subjacentes a correlatos e correlatos clínicos: a “dimensão psicótica” inclui ideias delirantes e alucinações, enquanto a “dimensão desorganizada” inclui discurso e comportamento desorganizados. Os sintomas negativos, incluem restrições no conjunto e intensidade de expressões emocionais, como o embotamento afectivo, na fluência e produtividade de pensamento e discurso (alogia) e a iniciação de um comportamento dirigido com objectivo (avolição).

As ideias delirantes são falsas crenças que habitualmente envolvem uma interpretação errada das percepções ou experiências. O seu conteúdo pode incluir uma grande variedade de temas, por exemplo: persecutório, auto-referente, somático, religioso ou de grandeza). As ideias delirantes persecutórias são as mais comuns; o sujeito acredita que está a ser atormentado, seguido, envolvido numa armadilha, espiado ou exposto a ridículo. As ideias delirantes de auto-referência também são comuns; a pessoa acredita que determinados gestos, comentários, passagens de livros, jornais, letras de canções ou outras situações ambientais lhe são especificamente dirigidas. A distinção entre ideia delirante e uma ideia bastante segura é por vezes difícil de efectuar e depende do grau de convicção com que a crença é suportada apesar de evidência clara ou contraditória.

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Lacan

07-07-2010 11:38

È isto ai bicho.

 

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FERNANDO BARNABÉ
Nasceu em Alvor, em 1958. Signo de Aquário com Ascendente Balança.

Desde a adolescência que se sentiu atraído pelo estudo do esoterismo. A Astrologia, no entanto, revelou-se, pela sua linguagem rica em simbolismo e significado...


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