A dislexia é uma das mais comuns deficiências de aprendizagem. Segundo pesquisas realizadas, 20% de todas as crianças sofrem de dislexia, daí que possam ocorrer dificuldades ao aprender a ler, escrever e soletrar. Pessoas disléxicas, que nunca se trataram lêem com dificuldade, pois é-lhes difícil assimilar palavras. Disléxicos também geralmente soletram muito mal. Isto não quer dizer que as crianças disléxicas são menos inteligentes; aliás, muitas delas apresentam um grau de inteligência normal ou até superior ao da maioria da população.
A dislexia persiste apesar da boa escolaridade. É necessário que pais, professores e educadores estejam cientes de que um alto número de crianças sofre de dislexia. Caso contrário, eles confundirão dislexia com preguiça ou má disciplina. É normal que crianças disléxicas expressem a sua frustração através de mau comportamento dentro e fora da sala de aula. Portanto, pais e educadores devem saber identificar os sinais que indicam que uma criança é disléxica e não preguiçosa, pouco inteligente ou mal-comportada.
A dislexia não deve ser motivo de vergonha para as crianças que dela sofrem ou para os seus pais. Dislexia não significa falta de inteligência e não é um indicativo de futuras dificuldades académicas e profissionais.
A dislexia, principalmente quando tratada, não implica falta de sucesso no futuro; senão, pessoas disléxicas não obteriam grande sucesso profissional, como por exemplo: Thomas Edison (inventor), Tom Cruise (ator), Walt Disney (fundador dos personagens e estúdios Disney) e Agatha Christie (autora).
Alguns pesquisadores acreditam que pessoas disléxicas têm até uma maior probabilidade de serem bem sucedidas; acredita-se que a batalha inicial de disléxicos para aprender de maneira convencional estimula a sua criatividade e desenvolve uma habilidade para lidar melhor com problemas e com o stresse.
- Causas da Dislexia
As causas da dislexia são neurobiológicas e genéticas. A dislexia é herdada e, portanto, uma criança disléxica tem algum pai, avô, tio ou primo que também é disléxico.
Diferentemente de outras pessoas que não sofrem de dislexia, disléxicos processam informações numa área diferente do cérebro; não obstante, os cérebros de pessoas disléxicos são perfeitamente normais. A dislexia parece resultar de falhas nas conexões cerebrais. Felizmente, existem tratamentos que curam a dislexia. Estes tratamentos buscam estimular a capacidade do cérebro em relacionar letras aos sons que as representam e, posteriormente, ao significado das palavras que elas formam. Alguns pesquisadores acreditam que quanto mais cedo é tratada a dislexia, maior a chance de corrigir as falhas nas conexões cerebrais da criança. Por outras palavras, se a dislexia for tratada nos primeiros anos de vida da criança, pode ser curada por completo.
Para melhor entender a causa da dislexia, é necessário conhecer, de forma geral, como funciona o cérebro. Diferentes partes do cérebro exercem funções específicas. A área esquerda do cérebro, por exemplo, está mais diretamente relacionada à linguagem; nela foram identificadas três sub-áreas distintas: uma delas processa fonemas, outra analisa palavras e a última reconhece palavras. Essas três subdivisões trabalham em conjunto, permitindo que o ser humano aprenda a ler e escrever.
Uma criança aprende a ler ao reconhecer e processar fonemas, memorizando as letras e os seus sons. Ela passa então a analisar as palavras, dividindo-as em sílabas e fonemas e relacionando as letras a seus respectivos sons. À medida que a criança adquire a habilidade de ler com mais facilidade, outra parte de seu cérebro passa a desenvolver-se; sua função é a de construir uma memória permanente que imediatamente reconheça palavras que lhe são familiares. À medida que a criança progride na aprendizagem da leitura, esta parte do cérebro passa a dominar o processo e, consequentemente, a leitura passa a exigir menos esforço.
O cérebro das pessoas com dislexia, devido às falhas nas conexões cerebrais, não funciona desta forma. No processo de leitura, os disléxicos recorrem somente à área cerebral que processa fonemas. A consequência disso é que disléxicos têm dificuldade em diferenciar fonemas de sílabas, pois a região cerebral responsável pela análise de palavras permanece inactiva. Suas ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e, portanto, a criança disléxica não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado. A leitura torna-se um grande esforço para ela, pois qualquer palavra que lê aparenta ser nova e desconhecida.
- Sinais e Características de Dislexia
O ideal seria que toda a criança fosse testada para detectar se ela sofre de dislexia. Portanto, é importante que pais e professores fiquem atentos aos sinais de dislexia para que possam ajudar os seus filhos e alunos.
O primeiro sinal de possível dislexia pode ser detectado quando a criança, apesar de estudar numa boa escola, tem grande dificuldade em assimilar o que é ensinado pelo professor.
Crianças cujo desenvolvimento educacional é retardado podem ser bastante inteligentes, mas sofrer de dislexia. O melhor procedimento a ser adotado é permitir que profissionais qualificados examinem a criança para averiguar se ela é disléxica. A dislexia não é o único distúrbio que inibe a aprendizagem, mas é o mais comum.
São muitos os sinais que identificam a dislexia. Crianças disléxicas tendem a confundir letras com grande frequência. Entretanto, esse indicativo não é totalmente confiável, pois muitas crianças, inclusive não-disléxicas, frequentemente confundem as letras do alfabeto e escrevem-nas de lado ao contrário. No Jardim de Infância, crianças disléxicas demonstram dificuldade ao tentar rimar palavras e reconhecer letras e fonemas. Podem não conseguir ler palavras curtas e simples, têm dificuldade em identificar fonemas e reclamam que ler é muito difícil. As crianças disléxicas têm dificuldade em soletrar, ler em voz alta e memorizar palavras, podendo até mesmo confundi-las.
Estes são apenas alguns dos muitos sinais que identificam que uma criança sofre de dislexia.
- O que pode ser feito?
Nunca é tarde demais para ensinar pessoas disléxicas a ler e a processar informações com maior eficiência. Entretanto, ao contrário da fala – que qualquer criança acaba por adquirir – a leitura precisa ser ensinada. Utilizando métodos adequados de tratamento e com muita atenção e carinho, a dislexia pode ser debelada. Crianças disléxicas que receberam tratamento desde cedo apresentam uma menor dificuldade ao aprender a ler, tendo maiores probabilidades de obter um rendimento escolar médio ou até mesmo de nível superior.
É importante enfatizar que a dislexia não é curada sem um tratamento apropriado. Não se trata de um problema que seja superado com o tempo; a dislexia não pode passar despercebida. Foram desenvolvidos diversos programas para curar a dislexia. Não há um só tratamento que seja adequado a todas as pessoas. Contudo, a maioria dos tratamentos enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e fluência na leitura. Esses tratamentos ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e, por fim, frases.
É aconselhável que a criança disléxica leia em voz alta com um adulto para que ele possa corrigi-la. É importante saber que ajudar disléxicos a melhorar a sua leitura é muito trabalhoso e exige muita atenção e repetição. Mas um bom tratamento certamente rende bons resultados. Alguns estudos sugerem que um tratamento adequado, administrado ainda cedo na vida escolar de uma criança, pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais de forma a que elas desapareçam por completo.
Todas as criança necessitam de apoio e paciência. Muitas crianças disléxicas sofrem de falta de autoconfiança, pois sentem-se menos inteligentes que os seus amigos. Porém, um bom tratamento pode curar a dislexia. Muitos disléxicos tiveram grande sucesso profissional; existe uma alta porcentagem de disléxicos entre os grandes artistas, cientistas e executivos.
Muitos especialistas acreditam que pessoas disléxicas, por serem forçadas a pensar de forma diferente, são mais habilidosas e criativas e têm idéias inovadoras que superam as de não-disléxicos.
Apesar das salas de aula estarem lotadas e apesar da falta de recursos para pesquisas, a dislexia precisa ser combatida. Muitos casos de dislexia passam desapercebidos nos estabelecimentos escolares. Muitas vezes, crianças inteligentíssimas, mas que sofrem de dislexia, aparentam ser péssimos alunos; muitas dessas crianças envergonham-se das suas dificuldades académicas, abandonam a escola isolam-se dos amigos e familiares.
Muitos pais, por falta de conhecimento, envergonham-se de ter um filho disléxico e evitam tratar do problema. Isso é lamentável, pois crianças disléxicas que recebem um tratamento apropriado podem não apenas superar essa dificuldade, mas até utilizá-la como benefício para se sobressair pessoal e profissionalmente.

SANDRA VASCONCELOS
17-07-2010 19:40
PAZ E GRAÇA SEJAM CONVOSCO!!
SEMPRE RECEBI RECLAMAÇÕES DOS PROFESSORES DE MEU FILHO.
DIZIAM QUE ELE NÃO PRESTAVA ATENÇÃO, QUE CONFUNDIA AS LETRAS, QUE NÃO PARAVA SENTADO, QUE BRINCAVA O TEMPO TODO…
SÓ AGORA, APÓS ASSISTIR A UM FILME HINDU SOBRE DISLEXIA (COMO ESTRELAS NA TERRA)É QUE PERCEBI TODO O SOFRIMENTO DE MEU FILHO NA INTERPRETAÇÃO DO PEQUENO ISHAAN.
AGORA, NÃO SEI O QUE FAZER, POIS ELE PAROU DE ESTUDAR EM 1998)QUANDO TENTAVA FAZER A 4ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL.
TEM BAIXA AUTO-ESTIMA E AFASTOU-SE DA FAMÍLIA.

monica
01-11-2009 01:15
sofro pela minha grande dificudade escolar, estudo telecurso com presença. quando pequena estudei em uma escola em sao bernado chamada Rolando Ramaciote ,e lá consigui vencer muitas batalhas. tenho muitas curiocidade de saber sobre tudo que é dislexicos. obrigado
Blog: CRIANDO…COPIANDO…COMPARTILHANDO…
Postagem: Famosos que são disléxicos.
Link: http://blogdaanamarta.blogspot.com/2008/08/famosos-que-so-dislxicos.html

telma
26-06-2009 23:27
muito bom essas informações são muito uteis para mim q descobri agora q meu filho tem dislexia ele tem 11anos e era taxado de preguiçoso e indisciplinado obrigada!
FERNANDO BARNABÉ
Nasceu em Alvor, em 1958. Signo de Aquário com Ascendente Balança.